
16/03/2004 02:24
C.T.I
lisieux
Urgência sirene apita no meu peito, estridulando noite adentro, sinais de agonia.
Feridas imensas, expostas fraturas, sangue rubro, dor sem par.
Sala de espera, relógio compassado, marca passo enervante: tic-tac, horas que não passam, solitárias...
Eu, nua, maca, corredor, brancura anêmica... tu cirurgião, estéril, asséptico, olhar de vidro/estufa carente de emoção...
E em tuas mãos dilacerado, exposto, vivo, está meu coração.
BH - 15.03.04
04h
enviada por lisieux
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