06/06/2006 19:46
REPETIÇÃO
lisieux
Concordo com o poeta do Alegrete, como sempre. Meu poeta favorito...
Se a gente não pudesse sonhar, estaríamos perdidos!
E quanto mais olho as estrelas, brilhando no céu de quase primavera, aqui em BH, mais perto estou das estrelas que brilham no céu do RS. As mesmas que o meu poeta contemplava... as mesmas que contemplam os meus vários amigos da Internet, nas várias regiões deste nosso imenso Brasil e do exterior.
Sonhar com estrelas, ou com o que elas significam. Poético, mas triste! Aliás, triste como tristes todos os poetas, ou como todo grande amor.
Coisas inatingíveis, pessoas inalcansáveis, sentimentos indecifráveis, “incorrespondíveis” (palavra fresquinha, acabada de ser inventada por mim) mas, nem por isto menos reais, menos desejáveis! Pra falar a verdade, quanto mais inalcançáveis parecem as coisas e pessoas, mais as desejamos. Como a raposa, “babando” pelas uvas da fábula.
Acho que cada ser humano é um pouco masoquista. Sabe que sofrerá por desejar o que não pode alcançar, ainda assim, fica alimentando o desejo, guardando a lembrança do objeto do seu querer, sonhando com ele diuturnamente... mesmo que isto cause, a cada dia, mais e mais tristeza e sofrimento.
Gente ainda mais difícil de entender são os poetas, que podem fazer com que o sofrimento que consome e mata pareça bonito, que podem fazer com que a dor se torne companheira tolerável e que a saudade seja até mesmo bem-vinda!
Infelizmente, os poetas têm também o “dom” de se tornarem amargos. E, às vezes, ficam repetindo monotonamente o mesmo “refrão”. Assim, acabam fazendo com o que leitor o abandone, partindo em busca de novas emoções.
Mas, pensando bem, não adianta muito o leitor “debandar”, trocar de poeta, buscar novas formas, pois as “novas emoções” buscadas em novos poetas, jamais serão de fato novidades, porque o sentimento que as trarão à tona, sempre será o mesmo: O AMOR. Amor que é a mola-mestra que impulsiona a alma dos poetas de todas as idades, de todas as “escolas”, de todas as gerações.
É isto. Repetindo... repetindo-me. Repetindo-me-te-repetindo-repetindo-o-refrão. Sempre repetindo. Porque não existe nada de novo debaixo do sol (Ec 1.9). É tudo repetição, recriação.
E o amor, é sempre o mesmo amor.

enviada por lisieux



04/01/2006 02:43
Feliz Ano Novo
lisieux

Que o ano novo te traga
muito calor e harmonia...
sem dor, sem nenhuma praga,
somente um mar de alegria.

Que todos os teus anelos
sonhados na intimidade,
sejam reais, puros, belos,
te tragam felicidade.

Que tenhas também dinheiro...
que sejas bom companheiro,
tenhas muita diversão.

Que mantenhas pura a alma...
que tenhas saúde e calma,
paz e amor no coração.

BH - 31.12.05
enviada por lisieux



21/07/2005 12:47
DIA DO AMIGO???
lisieux

Não vou desejar um feliz dia do amigo
porque dia do amigo é todo dia...
Ele não precisa ter uma data especial
marcada em calendário
porque ele já faz parte do nosso itinerário.

O amigo é aquele que, diariamente,
está presente, em nossa vida,
em nossa mente...
está presente em nosso coração.

Amigo é o que faz parte da emoção
que salta-nos dos olhos, todo dia...
Amigo compartilha a alegria
amigo chora junto, se choramos...
amigo compartilha perda e planos.

Amigo não precisa de um dia...
pois dia-a-dia, ele está conosco:
presente em nossas horas de desgosto,
em todos os momentos de vitória...
personagem indispensável em nossa história.

BH - 20.07.05
enviada por lisieux



06/07/2005 22:40
ACALMA
lisieux

Acalma, alma de poeta?*
Dieta de versos, emoções contidas?
Vidas perdidas, mortas, solitárias
em legendárias rotas de piratas?

Acalma, alma de poeta...
Isto é possível?
É concebível acalmar a alma
que sempre voa, agitadamente?

Incongruente sentimento vive,
revive a cada verso, a cada rima,
domina a alma...

É impossível: não se acalma!
BH - 24.06.05

*Primeiro verso de Paola Caumo
enviada por lisieux



17/04/2005 01:24
Putz... que susto!
Pensei que tinha perdido o meu blig do coração.
Ainda bem que ele continua aqui... escondidinho, eu sei...
mas, guardando todas as minhas mais doces lembranças.
lis
enviada por lisieux



27/03/2005 19:40
Bah... saudade daqui!
Visitem meu blog novo:
http://blueeyes3.zip.net

Beijocas
lis
enviada por lisieux



15/12/2004 04:42

"Esse pecado que tenho, foi semeado por ti, no solo fértil da carne." - Paulo Camelo
(trecho de "Esse pecado que eu tenho", do livro: Eu, amante louco - 1995)

Esse pecado
lisieux

Esse pecado que eu tenho
no corpo, assim, entranhado
foi-me, por ti, semeado
na carne, fértil terreno.

Esse pecado perfeito,
pecado tal qual criança,
voando assim, feito trança,
agitado pelo vento,

foi-me por ti, semeado,
no solo fértil da carne
e me chegou lá no cerne
desse peito apaixonado.

Esse pecado sem jeito
sem passado e sem futuro
presente no quarto escuro,
sem medo e sem preconceito,

é pecado sem perdão.
Esse pecado que eu tenho,
por ele, não me contenho
de desejo e de paixão.

Esse pecado que eu tenho,
que foi por ti semeado,
é o meu maior legado,
meu forte e mortal veneno.

BH - 15.12.04

enviada por lisieux



30/11/2004 01:31
Até hoje eu tento corrigir os erros aqui e não consigo... Que pena! gosto muito desse blog, mas o blig não ajuda!
Bah!
Visitem-me no outro blog: http://lisieux.blogs.sapo.pt
Beijocas, queridos
lis


enviada por lisieux



26/05/2004 11:47
Olá, meus amados!
Estou em São Paulo, num congresso e só volto pra casa semana que vem.
Estou com problemas de postagem no blig, que ficam mais complicados do pc da faculdade.
Portanto, visitem-me no outro endereço:

Blue Eyes II

Saudade de todos.

Um poeminha, pra não perder o costume:

VIDRAÇA
lisieux


Por trás do vidro
olhos vidrados

vinho
verde
olhos
verdes

verdejantes pastos

BH – 19.05.04

enviada por lisieux



18/05/2004 02:01



DEVIA SER PROIBIDO
lisieux


Devia ser proibido... proibido se sofrer assim. Não devia ser permitido sentir essa solidão orfandade, esse medo criança, escondido no vão da escada... esse desespero prenúncio de morte, paralisante e denso, tão tremendamente assustador.
Ah, essa saudade baleia, singrando meus mares, despejando meus sonhos na praia... corais...
Ah, essa lembrança paquiderme, pisando pesado no meu peito, peso-morto, que se deixa ficar, sufocante, sobre mim.
Devia ser proibida essa sequidão de abraços, esse estio de carinho, deserto de beijo, ausência de toque... essa falta de mãos! Saudade mamute, antiga, colossal.
Em dias assim, tão desesperadamente solitários e frios, devia ser permitido voltar o relógio... esquecer o outono que finda, início de inverno e revisitar passadas primaveras...

lisieux
BH - 17.05.04


enviada por lisieux



13/05/2004 14:16


POETIZANDO
lisieux
Eu poetizo quando eu me levanto
no acalanto
da brisa na janela...
eu poetizo quando durmo e sonho
então componho
em cores de aquarela.

Eu faço poesia quando choro,
quando deploro
as dores que sofri...
e faço poesia quando canto
o desencanto
de amores que eu perdi.

Eu faço posia se feliz,
uma aprendiz
dos séculos de espera.
Eu faço poesia... e sobrevivo,
porque eu só vivo
no compasso dela.

BH - 07.05.04


enviada por lisieux



09/05/2004 08:53


MOMENTOS
lisieux

Da primeira vez em que te amei eu me vesti de sonho, enfeitei-me de brisa e me perfumei com a fragrância de primaveris amanheceres. Deitei-me em tua cama de relva, despi a camisola de sereno e dei-te a ver as minhas curvas e planícies, caminhos a serem percorridos por teu desejo de encontrar repouso.

Da segunda vez em que te amei, eu me vesti de esperança, enfeitei-me de segredos e perfumei-me com a fragrância das noites de luar. Deitei-me em tua cama de prazeres, despi a vestimenta de calores e fiz-te ver as minhas montanhas e despenhadeiros, precipícios a serem explorados por teu desejo de cansaço e gozo.

Da terceira vez em que te amei, eu me vesti de dores, enfeitei-me de sofrimentos e perfumei-me com a fragrância das madrugadas invernais. Deitei-me em tua cama de espinhos, despi as vestes escuras das noites sem estrelas e tu não pudeste ver minhas enseadas e marés, águas do meu desejo transformadas em lágrimas... águas turvas que tu não mais navegas e que me afogam em altas ondas de saudade.

BH - 06.05.04
20h56m

enviada por lisieux



04/05/2004 15:20


QUASE-NADA
lisieux

E também eu
às vezes faço poesia
em agonia,
verso estrangulado...

e quando menos
eu espero
o verbo jorra
qual catarata,
qual torrente d'água
lavando a alma
e afogando a mágoa!

Então o ar me volta
e aliviada,
eu volto a ser ninguém,
ser quase-nada...

BH - 25.04.04
23h17m
enviada por lisieux



30/04/2004 13:57


O que em mim tarda, arde, e amanheço em brasas de crepúsculo. O que em mim esgota, brota, e me abre em carne e umidade molusca para o deleite dos teus dedos. O que mim rasga, vaga, e brota por todos os poros para que o cheiro facilite tua busca. O que em mim fere, adere, e me tatuo réptil na pele da tua nuca. Sou de pra sempres, vives de nuncas.
Patrícia Antoinette ( a Ticcia, do Não Discuto)

Apenas um dos lindíssimos textos da Ticcia. Vcs podem ler muito mais dela no Não Discuto, blog nota dez, agora com domínio próprio que eu não consigo, infelizmente, atualizar!
Olhem aqui:
  • Não Discuto


  • enviada por lisieux



    26/04/2004 14:54


    INTERNAMENTE
    Janaína Meyer


    Poço fundo, profundo
    onde me perdi
    e me encolhi em mim
    como caramujo assustado
    filhote entocado
    ilusão de seguro abrigo
    sozinho
    perdido
    desbaratada criatura
    alma peregrina
    nesse imenso e quente ninho
    cheio de lembranças e saudades
    eco que corta mais que frio
    fio fino
    navalha
    coração arrepio
    carente de cama e cobertor
    negrume que clareia
    serpenteia de alegria
    é a ilusão do amor.

    Lindo poema, Jana. Bom te ler novamente.

    enviada por lisieux



    23/04/2004 18:08


    FAUNA
    lisieux

    Estico, girafa, o meu pescoço
    na direção do teu rosto...
    Espreito, atenta águia,
    a imensidão azul do teu olhar,
    pouso, leve borboleta,
    na flor entreaberta dos teus lábios...
    Retiro, abelha, o mel da tua língua
    e teço, aranha, o fio dos meus sonhos
    no dorso nu
    palco dos meus sentidos.


    Arrepio-me, pássaro friorento,
    sob as tuas asas-tendas...
    Ronrono, gata preguiçosa,
    nos pêlos do teu peito.
    Marcho, formiga diligente
    pelas trilhas do teu corpo.
    Enrosco-me, cobra sibilante
    em tuas pernas,
    ao encontro de outra cobra,
    que me espera...

    BH – 23.04.04

    enviada por lisieux



    22/04/2004 02:05


    PORQUE FICASTE EM MIM
    lisieux


    “Porque tu deixas em mim tanto de ti” (Pedro Abrunhosa) ... o que há de ti em mim já não me deixa reconhecer-me. que já não sei onde é que tu terminas e eu começo, que não sei delimitar os teus espaços, que não consigo organizar os meus.
    Porque tu deixas em mim tanto de ti, o meu olhar não pode ver a vida sem o filtro-solar do teu olhar. Se em mim ficaram todos os anelos de tua mente, os teus chinelos, tuas revistas de automobilismo, o teu martelo, com o qual tu consertavas os meus vazamentos.
    Porque tu deixas em mim tanto de ti, não posso mais compreender o mundo, fazer uma leitura do cotidiano, já não consigo mais tocar piano – nas teclas moram tuas digitais... Não posso ler jornais, nem ver novelas, já não consigo pintar aquarelas, porque em mim, deixaste os teus pincéis... teus dedos leves, tuas poesias, tuas leituras, tuas sinfonias, tuas respostas e interrogações.
    Porque tu deixas em mim tanto de ti, passei um dia a assinar teu nome, só me sacio pela tua fome, não sobrevivo se não estás aqui.

    BH – 21.04.04
    17h27m

    Inspirado em comentário feito por mim a um poema da Andréa que começava com este verso do Pedro – Leiam o poema da Andréa aqui:

  • Jardim de Poesia


  • Não vou postá-lo aqui, amiga, por problema de espaço neste bloguim... mas queria que o pessoal que freqüenta este, conhecesse vc! Beijocas, lis
    enviada por lisieux



    22/04/2004 01:47


    NINHO
    lisieux

    No estreito espaço entre os teus braços eu me ajeito e encontro um abrigo, fuga do ruído do mundo lá fora, além da minha janela.
    Teu perfume entra-me pelas narinas e, embriagada, eu me esqueço da fumaça cinza (ácaros de arranha-céus, poeira de estradas), poluição da vida, além do nosso ninho.
    E eu me arrepio pássaro friorento em tuas asas... e eu me enrosco gata nos teus pelos, escondo-me dos medos nos teus zelos...
    BH 15.04.04
    9h
    enviada por lisieux



    20/04/2004 05:44


    ELEMENTOS CARNAIS
    Michel Baruki

    Nasce a sensação de mar,
    desejos derretidos fazem água,
    Nada místico, nem lírico,
    É apenas o enrosco da serpente
    alheia à escuridão das profundezas.

    Nasce a sensação de ar,
    Furores delirantes varrem poros,
    Sem drama, nem poesia,
    É apenas o nervo convulso
    alheio à indução da razão.

    Nasce a sensação de terra,
    Raízes deflorando o húmus,
    Sem passado, nem futuro,
    É apenas o presente pênis
    Espalhando brancas pétalas carnais.
    enviada por lisieux



    18/04/2004 00:17
    QUESTIÚNCULAS
    lisieux

    Se ao teu nome eu uni meu nome,
    ao teu destino, eu atrelei o meu,
    a ti eu dei os meus mais ricos sonhos
    e me aqueci na luz dos olhos teus...
    Se no teu corpo eu encontrei meu ninho,
    nos lábios teus, pude provar do vinho
    mais puro e doce e quis me embriagar...

    Se em teu abraço encontrei conforto,
    do teu regaço eu fiz o último porto
    e os meus veleiros pude ancorar...
    Se em tua boca, alimento novo,
    pude comer e alimentar minh’alma
    e em teu olhar eu refleti a calma
    que não sabia mais onde encontrar...

    Se no teu colo eu tive proteção,
    se tive eco no teu coração,
    como esquecer, amor,
    de te lembrar?


    BH – 15.04.04



    enviada por lisieux



    12/04/2004 13:38
    DEPOIS DO FURACÃO
    Nilson Matos Pereira



    Manhã de abril. Passou a tempestade
    O sol brilha ofuscante e soberano
    Aos poucos, recupera-se a cidade
    E cada cidadão repara os danos

    Parece até verão, mas é outono
    O furacão também me castigou
    O muro jaz no chão, em abandono
    As telhas, o pedreiro já trocou

    Tão logo haja tijolo, arrumo o muro
    Dinheiro pode tudo, amor, te juro
    Pois tudo pode ser bem consertado

    Problema é goiabeira. Em seu lugar
    Terreno está vazio, a relembrar
    Que a natureza é mundo incontrolado

    (Mais um dos lindos sonetos de Nilson Marques, meu "chefinho" na ETP - eita guri bom, sô!)
    enviada por lisieux



    12/04/2004 13:28
    UM AMOR LINDO

    Rosa Magaly Guimarães Lucas (EIRE)
    (Respondendo a Lisieux - Salmo 150)


    Senhor protege essa alma que te clama,
    A dizer de Tua Vida, Tua beleza!
    Dai que essa alma mantenha tal pureza,
    Sobre ela Jesus, Tua bênção derrama...

    Vê Pai, seu nome! Seu nome é Thereza,
    Como a Santinha que a Teu nome aclama,
    Em cujo peito o coração que é chama,
    Mostra através da prece sua beleza.

    A Santinha do amor, que em tua luz,
    Viveu, e em ti morreu com tanto ardor,
    Tendo em seus braços rosas e Tua cruz.

    Therezinha de Lisieux, cheia de ardor,
    Também e essa que te adora, Jesus,
    Que a ti em Salmo reafirma todo o amor.

    É muito bom a gente ser homenageada... ainda mais com um soneto assim! Fiquei muito feliz por ter recebido esse poema da EIRE (poeta muito boa que conheci na Escola de Trovadores e Poetas -ETP), em resposta ao meu Salmo 150, já postado mais abaixo.
    É por essas e outras que, apesar dos percalços, vale a pena ser poeta! - Muito, mas muito, obrigada, amiga.

    enviada por lisieux



    09/04/2004 02:20


    PACTO
    lisieux


    Vou cerrar as cortinas, tapar os espelhos com negros lençóis, desligar o som... música, para que?
    Vou ingerir um punhado de barbitúricos... quero dormir! Buscar no sono a paz que não encontro no dia lá fora da minha janela, no zumbir de abelhas, na explosão de cores, na chuva... no sol...
    Vou encontrar um meio de apagar lembranças... borracha do esquecimento quero passar sobre o passado...
    Vou me esconder no fundo de um armário. Vou me enviar pra Austrália na primeira posta-restante. Vou mergulhar sem pára-quedas no meio do Atlântico...
    Vou tomar um porre.
    Vou fazer um pacto com o silêncio e a solidão...
    E, apenas uma vez na vida, não vou chorar por você.

    BH - 09.04.04
    02h24m

    enviada por lisieux



    06/04/2004 22:54
    Em tempo de Páscoa, uma oração pra que Jesus avive a minha fé...



    DÁ-ME A TUA GRAÇA
    lisieux

    Dá-me Tua graça, Senhor,
    pra que eu seja luz e possa demonstrar
    amor, e Teu amor, compartilhar...

    Dá-me graça pra que eu conte a Tua dor
    e para que eu proclame a Tua vida,
    para que eu possa ter misericórdia
    do pobre e do sofredor....
    pra que eu promova a concórdia
    e ajude a curar toda ferida
    em Nome do meu Salvador...

    Dá-me Tua graça, Senhor...
    para falar do Teu Nome
    a quem tem sede e tem fome
    sede de amor e fome de justiça.

    Dá-me Tua graça, onde eu for...
    para eu ser Teu instrumento,
    a fim de quebrar barreiras,
    para ultrapassar fronteiras
    e,a todo e qualquer momento,
    expressar o sentimento
    que estava em Cristo, o Senhor...

    Dá-me Tua graça, a fim de proclamar
    a salvação que eu ganhei
    só porque acreditei
    que morreste, por me amar.

    Ah, que o Teu amor sempre vença:
    vença o ódio, o preconceito,
    que prevaleça o direito.
    Que todos vejam a diferença
    que Tu fazes, na minha vida...

    E, Senhor, dá-me coragem
    pra que, em Tua homenagem,
    não me esqueça de dizer
    que tens infindo poder
    sobre todos os mortais.

    Que eu possa mostrar que És DEUS!
    Sobre os crentes e os ateus
    sobre os nobres e os plebeus
    sobre os povos e as nações...

    E que, um dia, as multidões,
    diante de Ti vão se prostrar
    frente ao Trono vão estar
    reconhecendo o Teu Nome...

    Ah, Senhor! Que tu me tomes
    que me leves, a Teu lado...
    aonde fores, eu irei!
    A mim, renunciarei...
    Só Tu, és meu compromisso
    Eis-me, pois, aqui, Senhor!
    Inteira, ao Teu serviço!

    Primeiro dia de aula na UFMG (oração pra que eu pudesse testemunhar do amor de Deus) em 2000.

    enviada por lisieux



    01/04/2004 22:49
    Até que eu chegue em casa, vou postando uns sonetos velhinhos... cansada demais pra compor...

    AMOR MINÚSCULO
    Paulo Camelo

    A mídia canta o amor comercial
    nos filmes, nas novelas, na TV,
    nas casas de massagem, para quê?
    para fazer do amor um bacanal?

    A mídia canta o amor com tal desprezo,
    a ponto de apagar a sua luz,
    mostrando a carne,que também seduz,
    mas não mantém o amor forte e aceso.

    O que lhes interessa é o vil metal
    que compra um bem material qualquer
    porém a mística do amor profana.

    E minusculizado, um amor banal,
    exposto e contradito é, pra quem quer,
    vendido em série a preço de banana.

    AMOR MAIÚSCULO
    lisieux

    Vendido em série, a preço de banana,
    o amor comercial, a toda hora,
    invade as casas e deteriora
    as relações, de forma leviana.

    Porém sabemos que o amor não é
    o arremedo que cantam nas novelas.
    Não é feito de dores ou mazelas,
    mas sim, feito de sonho e muita fé.

    Amor maiúsculo, que é verdadeiro,
    é aquele que nos toma por inteiro,
    que não concebe em si dores ou mal.

    Pobre daquele que nunca o acolheu...
    que mentiu a si mesmo e se escondeu
    e não conhece o "amor-amor", real.

    Ambos de "Coroas de sonetos a quatro mãos"...

    enviada por lisieux



    31/03/2004 14:11
    PRESENTE
    lisieux
    (De "Coroas de Sonetos a Quatro Mãos")

    Revigorando as forças do meu eu
    o teu olhar sereno em meu olhar,
    o teu sorriso doce, ao me abraçar,
    o teu calor, juntinho ao peito meu.

    E é tão gostoso assim ficarmos perto,
    sentindo a paz de nossa relação...
    E no pulsar tranqüilo, o coração
    traduz a nós assuntos tão secretos.

    Não é preciso nada mais, portanto,
    e cada um do outro enxuga o pranto
    se acontecer, na vida, algum tropeço.

    Nosso amor não tem tempo nem idade.
    Lembramos juntos nossa mocidade,
    sabemos que o presente não tem preço.

    BH - 2003
    enviada por lisieux



    31/03/2004 10:15
    Copiei do blog da Ticcia, o "Não Discuto", com a devida autorização, é claro... isto porque achei bárbaro o texto do Alexandre e acho que tem muita gente que transita por este mundo dos blogs que PRECISA ler isso!
    Então, lá vai. Divirtam-se... e guardem!


    COMO DISCORDAR DE UM POST
    Alexandre Soares Silva

    1) Diga olá.

    Discordar não deve impedi-lo de sorrir, dizer olá, tirar o chapéu, acenar acanhado para as outras visitas ou afagar a cabeça do cachorro do autor do post. Muito menos de limpar o sapato no capacho.

    2) Encontre algo de bom para dizer.

    Porque geralmente há. Aqui você deve agir como se quisesse avisar um amigo que ele fica ridículo usando costeletas. Comece dizendo que gostou do corte de cabelo, e dos sapatos. Pergunte se ele emagreceu. Só depois olhe para a costeleta, coce o queixo embaraçadamente e diga, com jeito, com jeito, ¿já isso aí, nunca gostei muito... Não sei, você não acha que envelhece as pessoas? Eu pensei em usar, mas não ia ficar bem em mim¿, etc.

    3) Se não tem nada bom para dizer, considere a possibilidade de não dizer nada.

    4) Se não agüenta não dizer nada, nem tem nada de bom para dizer sobre um post que acha particularmente repulsivo, respire fundo, medite, se acalme. Tem certeza que o autor do post é um completo canalha, que merece a sua insolência, o seu sarcasmo e os seus insultos?

    a) O autor não é um canalha, geralmente é bom ¿ mas este post é infame e você tem que dizer algo a respeito, porque você é o tipo de pessoa que tem que falar sempre porque não tem absolutamente nenhum auto-controle. Além do mais, discordar veementemente de um amigo vai mostrar para todo mundo que você é uma pessoa independente, de opiniões firmes e cara zangadinha e blá blá blá.

    Mas lembre, nada de insultos. O pior dos canalhas parece simpático se for insultado. E corte seus sarcasmos pela metade, ou (se conseguir; faz força) completamente. É possível discordar de modo polido, e de fato a discordância polida é a mais eficiente. Digo mais, do alto da minha sabedoria mundana, posta à prova e aprimorada ao longo de duas décadas ouvindo cretinos afirmarem a sem-gracice de Audrey Hepburn ou a canalhice intrínseca dos católicos: a melhor discordância é aquela que não apenas é polida, mas também agradável.

    O modelo a ser seguido é o de uma visita. Imagine que você foi convidado para um jantar e o seu anfitrião disse um absurdo qualquer ¿ que nenhum albino jamais fez contribuição alguma para a história da humanidade, ou que Frida Kahlo era ainda mais feia que as próprias pinturas que produzia. E por acaso você tem um tio que é albino, ou tem uma certa queda por mulheres com buço, e ficou irritado. Não importa, seja polido e agradável (minha paixão pela etiqueta me fez sucumbir ao uso do negrito). Mastigue calmamente a batata, tome um golinho de vinho, deixe o vinho descer, com calma, com calma, e diga afavelmente que não concorda. Sorrindo, se conseguir.

    b) No caso do autor do post ser um canalha completo, asqueroso, você já errou ao ler o blog dele.

    Se o xingar, você é quase tão gentinha como ele. Se o xingar anonimamente, você é exatamente tão gentinha como ele. Se não agüentar ficar calado (mas não agüentar nunca ficar calado é patológico), não precisa dizer olá, que canalhas não merecem nem olá; mas não insulte, e use uns poucos e bem escolhidos sarcasmos. O melhor mesmo seria fechar o blog, com cara de nojo, antes de comentar; e resistir à tentação de voltar lá para ler absurdos.

    Se não conseguir resistir à tentação de voltar lá para ler absurdos, considere a possibilidade que o autor possa ser bom, ou você não gostaria tanto de se irritar com o que ele escreve.

    Alguns detalhes finais

    1) Evite o excesso de intimidade, sobretudo se é a primeira vez que comenta no blog. Isso vale tanto para as pessoas que discordam do post quanto para as que concordam com ele.

    Imagine que você está na sua sala, conversando com suas visitas, quando entra alguém pela janela rindo e dizendo:

    -Huahuahuahua Muito louca a sua casa, véi! Se der visite a minha também, faloowww...

    (Not done, old boy. Simply not done.)

    2) Evite os conselhos de vida.

    A situação é típica; alguém está andando na rua, ouve uma conversa sobre economia vindo de uma janela aberta, se irrita, mete a cabeça pela janela e aconselha o dono da casa a transar mais "que isso passa, huahuahuahua".

    -Huahuahuahua tu é gordo cara não deve transar nunca né??? Pega umas mina que passa kkkkkkk falooowww....

    Também evite aconselhar o autor do post a "dar a bunda que passa", "ler menos e viver mais", "ir conhecer esse Brasilzão de meu Deus", etc.

    - Alexandre, meu querido... se vc não quiser casar com a Ticcia, eu me candidato, nas mesmas condições... risos - Bjos
    enviada por lisieux



    29/03/2004 10:13
    VERSO DOLORIDO

    lisieux


    O verso só reflete a dor mais rara
    ele só diz da mágoa que me invade
    só diz do amor, que no meu peito arde
    e diz do tempo atroz que nos separa

    O vento sopra todos os meus sonhos
    a água leva na torrente o amor
    e eu não consigo mais sequer compor
    porque meus pensamentos são medonhos!

    Que queres que te diga, pois, senhor?
    Tu queres que eu derrame a minha dor
    em versos plenos de desilusão?

    Não vale mais a pena ser poeta
    porque sem ti jamais serei completa
    não sabe mais cantar meu coração.

    São Bernardo do Campo - 29.03.04
    09h58m
    enviada por lisieux



    26/03/2004 19:22
    Olá queridos!
    Bom... estou na Facu e sem tempo e inspiração pra postar, devido aos recentes acontecimentos. Mas, isso passa... e como escrever é importante demais pra mim e não vou me deixar abater por qualquer bobagem, daqui a pouco volto com a corda toda.
    Ah... se as imagens sumirem, não estranhem! É duro ter página gratuita! :o(
    É isso... Morrendo de saudade de todos.
    Beijocas
    lis

    enviada por lisieux



    26/03/2004 19:16
    Mentes Poluídas
    Ricardo Mainieri

    Para egos
    com sobrepeso
    recomenda-se :
    dieta de baixas calorias
    emocionais
    e flexibilidade das vértebras
    intelectuais...


    Beijocas ao meu guri-poeta preferido! :o) - Estou com saudade! Vê se me escreves contanto como foram as férias.




    enviada por lisieux



    19/03/2004 22:26

    Acabo de sair da PV.
    Meu Deus do céu, como vou sentir falta daquele cantinho!

    Pros meus amigos de lá:

    APRENDIZADO
    lisieux

    Aprendi que não importa onde estejamos. Que o mais importante não é o espaço compartilhado, nem a paisagem que está ao nosso redor. Importante, sempre, são as pessoas. Ouvi contar, uma vez, uma estorinha que diz que um determinado homem ia por uma estrada em direção a uma cidade para a qual ele havia sido transferido.
    Encontrando um outro homem, sentado à beira do caminho, perguntou sobre a direção tomada, se ele estava no caminho certo. O homem arguído, disse:
    "O caminho é este sim... mas, o senhor vai pra ESSA cidade? Coitado do sr.! É uma cidadezinha horrível! Feia, escura, ambiente pesado...
    O homem prosseguiu o caminho... e, lá mais à frente, encontrou um outro homem, mais jovem, que apesar de estar descalço e sem chapéu sob o sol inclemente, andava assobiando, feliz.
    Pra confirmar mais uma vez a direção, o nosso personagem perguntou ao homem:
    - Estou no caminho certo para a cidade tal...?
    O outro, com um grande sorriso, respondeu: - "Está sim. Vai morar lá?"
    À resposta afirmativa do outro, o homem jovem disse:
    - "Mas que sorte a sua, morar nesta cidade! É a cidade mais hospitaleira e agradável que conheço. Bonita, ensolarada, clima agradável, gente feliz!"
    O homem que fez a pergunta, surpreendeu-se... será que ele falava da mesma cidade da qual o primeiro homem que ele encontrara tinha falado tão mal?
    Ao que o homem jovem respondeu:
    - "Moço, não é lugar que faz a pessoa. Nós é que fazemos do lugar em que moramos um lugar bom ou mau de se viver."

    Por que eu contei essa estorinha? Porque ela é corretíssima. O que faz um lugar agradável são as pessoas que nele convivem, com as quais compartilhamos lágrimas e sorrisos. Com as quais aprendemos a edificar a comunidade.
    Por isso vou sentir tanto a falta da PV... pedacinho do céu no qual estive por mais de um ano, cheio de criaturinhas lindas, iluminadas, que fizeram da minha caminhada um aprendizado de amor.

    Portanto, obrigada a todos, sem exceção. Não vou esquecê-los. E que os que lá ficaram possam prosseguir edificando a casa que eu amo e que eu quero ver brilhar, sempre. Carinho especial ao Pasin. Valeu, "chefia"! Estarei aqui, se precisar de mim algum dia.

    Beijocas
    lis

    enviada por lisieux



    17/03/2004 04:33


    CINZAS
    lisieux

    Nasci no seio da noite, alheia às cinzas, quarta-feira, varal de serpentinas.
    Nasci de amor descompromisso, sozinha, me criei.
    Nasci madrugada pós carnaval, orvalhada e serena, silenciosa.
    E sei que vou passar a vida toda buscando entre máscaras diárias, o teu riso-cuíca perdido nalguma confluência de avenidas.

    Fico agora, fiando momentos, arabescando frases, grafando poemas com gravetos na areia molhada que o mar vem lamber... Sabendo que não vou, nunca mais, te esquecer.


    BH – 13.03.04

    enviada por lisieux



    16/03/2004 02:24

    C.T.I
    lisieux

    Urgência sirene apita no meu peito, estridulando noite adentro, sinais de agonia.
    Feridas imensas, expostas fraturas, sangue rubro, dor sem par.
    Sala de espera, relógio compassado, marca passo enervante: tic-tac, horas que não passam, solitárias...
    Eu, nua, maca, corredor, brancura anêmica... tu cirurgião, estéril, asséptico, olhar de vidro/estufa carente de emoção...
    E em tuas mãos dilacerado, exposto, vivo, está meu coração.

    BH - 15.03.04
    04h



    enviada por lisieux



    15/03/2004 00:44


    A VIDA EM ENSAIO POÉTICO-MITOLÓGICO
    MARIA ELIZABETH CANDIO

    A vida é todo amor no que escorreu
    das mãos no gesto audaz de Prometeu.

    A vida é riso sério em rente piso
    como é belo o reflexo de Narciso.

    A vida é igual poder que anula o fraco
    e tem sabor dos vinhos de Deus Baco.

    A vida é sonho em asas dos altares
    em Ícaros verões de tantos ares.

    A vida é ter no mar o olhar de Juno
    em proteções tridentes de Netuno.

    A vida é jóia em sol que o Bem reparte
    em força masculina de Deus Marte.

    A vida é estar sozinho em qualquer solo
    como é tão lindo o físico de Apolo.

    A vida é pranto em dor forte e tirana
    acesa em causa e efeitos de Diana.

    A vida é qual gemer que cura, é erva
    tal como é sábia a bênção de Minerva.

    A vida é escola breve que transmite
    exemplos da beleza de Afrodite.

    A vida é o leque múltiplo que aflora
    em cada abrir da Caixa de Pandora.

    enviada por lisieux



    13/03/2004 01:58


    CIGANA
    lisieux

    Eu pego na tua mão
    a fim de ler teu futuro
    mas eu só consigo, juro,
    ver meu fim na tua palma...

    nela só leio a minh’alma
    que está sempre presa à tua...

    estende-me a mão
    - desatino! –
    nela leio o meu destino!

    BH - 12.03.04

    enviada por lisieux



    13/03/2004 01:51
    TARDE
    Marcos Caiado


    morri naquele meio de tarde. alheio ao carnaval que corria.
    morri de beijo perdido.
    e nunca mais voltei...
    passo agora, horas a fio, tecendo paisagens em grafias de vento.
    morri sem avisar:
    enquanto vestia minha fantasia de rendas,em frente ao mar.
    a alguém fiquei devendo um lírio branco.
    não sei se pago.
    amanhã, com certeza, em nome de iemanjá,
    volto a ser este mesmo dia:
    mãos frias de indiferença e sopro breve de andorinha triste...

    morri enquanto morria.


    enviada por lisieux



    13/03/2004 01:28
    PARTICÍPIO
    lisieux


    Perene prisioneira de mim mesma, passo por esse mundo pêndulo, perpasso, passeio, solta ao vento.

    Poeira, espalho-me, plena em ácaros...

    No teatro da vida, não atuo como principal personagem... apenas, participo da platéia. Mesmo assim, sou pelo público, vaiada.

    Queria ser pérola, escondida, preciosa... Mas, sou postiça, pingente, prata encardida, contrabando, sem valor.

    Queria polarizar atenções, plumagem de pavão, permanecer presente, partícipe. Mas sou somente, particípio passado.

    BH – 12.04.03

    enviada por lisieux



    12/03/2004 01:57


    ACASALAMENTO
    lisieux

    Abelha,
    neste céu de outono,
    elevo-me asas,
    faço-me desejo,
    arrebento-me em zumzuns
    no ar de abril...

    Pinto-me violetas,
    néctar, pólen...
    adoço-me mel,
    amargo-me própolis,
    enlaço-te colméia...

    Depois do amor,
    rainha, mato-te.

    Volto a ser operária,
    derreto-me cera.



    enviada por lisieux



    12/03/2004 01:20


    TECIDOS
    lisieux

    Silêncio veludo acaricia a noite.
    Saudade cetim, alcatifa-me o leito.
    Ah... esse desejo lençóis cambraia,
    camisola de seda, cheiro de alfazema.

    Ah... Esse folguedo lycra, elástico,
    descompromisso viscose, suave e fresco.
    Ah... essa sede juventude índigo blue!

    Hora marcada tergal, compromisso linho
    renúncia, áspera lã.

    Ah... essa lembrança!
    Teias de fina renda,
    único enfeite
    no algodão cru da pré-manhã...

    BH - 11.03.04
    4h20m

    enviada por lisieux



    11/03/2004 20:13

    PÁSSARO AZUL
    Talis Andrade

    A rubra mancha que ficou
    enxugas com a túnica inconsútil
    que te veste o corpo infante
    Que nada fique sobre o asfalto
    que nada fique sobre o asfalto

    Enxugas a rubra mancha que ficou
    enquanto não vem a alvorada
    antes que nasça um pássaro
    um pássaro azul

    Um pássaro que viverá de nuvens e estrelas
    Um pássaro sempre em busca do que é distante




    CENÁRIO
    lisieux

    Não, não deixes a rubra mancha
    sobre o chão...
    que ela não conte a história da omissão
    da covardia
    dos olhares desviados.

    Não deixes o vermelho esconder o azul
    das máscaras transeuntes
    sorrisos amarelos
    olhares brown - terra?
    asfalto, lotação.

    Limpa, limpa, a marca da opressão
    retira com sabão a mancha da prepotência
    tira das vistas limpas
    a sujeira do abandono.

    E quando olhares o pássaro no céu
    espreme os olhos contra a luz.
    E derrama, ao menos uma lágrima
    de arrependimento.

    BH - 11.03.04
    13h09m




    enviada por lisieux






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